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Bandidos invadem hospital no Rio para resgatar preso e deixam morto e feridos














Funcionários e pacientes do Hospital Souza Aguiar, no Centro, passaram por momentos dignos de um filme de terror, na madrugada deste domingo, quando cerca de 15 bandidos invadiram a unidade para resgatar Nicolas Labre Pereira de Jesus, o "Fat Family", que estava internado. O grupo arremessou granadas em direção aos policiais e trocou tiros com a equipe. Ronaldo Luiz Marriel de Souza, filho de um oficial da Marinha, estava no hospital para receber atendimento, foi baleado e morreu. Souza era acompanhado por um amigo PM, que disparou contra os bandidos e também foi atingido. O PM e um enfermeiro da unidade, também ferido no confronto, estão internados. O grupo conseguiu fugir com o bandido que é irmão do traficante My Thor.
O sargento da PM Fábio Melo, que fazia a custódia do traficante que foi resgatado, contou que ficou sob a mira de fuzis e pistola de seis traficantes, enquanto os demais faziam reféns no pátio do hospital. O policial foi quem prestou socorro à vítima e a um colega baleado durante troca de tiros.
O motorista de uma ambulância, que estava de plantão no local, disse que ficou em pânico quando o grupo lançou uma granada contra a viatura da PM que estava próximo a ele:
- Pensei que ia morrer. Sempre tem policia aqui, nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer- disse.
O crime aconteceu por volta das 3h. Ainda segundo testemunhas, os bandidos entraram na unidade depois de usar como escudo o dono de uma barraquinha de doce, que fica na frente do hospital. Eles teriam confundido o comerciante com funcionário da unidade e o obrigaram a mostrar a sala onde o suspeito estava internado. Após perceberem o engano, eles soltaram a vítima.
Uma testemunha viu quando os criminosos entraram no local armados com fuzis. Segundo ele, houve intensa troca de tiros.
- Foi um filme de terror. Estava dentro do carro, estacionado no hospital, e vi quando pararam do lado do meu veículo e desceram com fuzis. Me escondi, porque se me vissem, atirariam. Meu carro ficou com as marcas dos tiros.
Pela manhã, as pessoas ainda estavam apreensivas, com medo. Policiais da Divisão de Homicídios da capital isolaram a área para o trabalho da perícia. O chefe da DH, Rivaldo Barbosa, dará uma coletiva de imprensa ainda nesta manhã.