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A uma semana do primeiro jogo da Copa, Rio corre para terminar obra

Rio - A uma semana do primeiro jogo da Copa no Maracanã (Argentina x Bósnia, dia 15), a reforma na estação que unirá metrô e trem e que será um dos principais acessos ao estádio ainda é um grande canteiro de obras, com guindastes, pisos inacabados e material espalhado. As novas passarelas também estão em reforma, com trechos interditados.

Na sexta-feira à noite, o movimento de operários no local era grande. Segundo a Secretaria Estadual de Transportes, porém, a obra está 95% pronta e acabará dentro da previsão. O australiano Chris Worhthington desceu, com a esposa, a brasileira Marcia Almeida na estação, na quinta-feira, à tarde e reclamou da sinalização. “É a terceira vez que venho ao Rio. Como não falo português, preciso da ajuda da Marcia. Senti falta de sair do trem e ter acesso a um mapa da cidade”, disse.
A Estação do Metrô do Maracanã, que será o principal acesso ao estádio e que terá integração com os trens da SuperVia, ainda está inacabada
Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia
Estrangeiros como ele, porém, só verão os postos de informações turísticas a partir de amanhã, a três dias do início do Mundial. Segundo a RioTur, três dos 17 postos temporários de informações turísticas estarão em funcionamento nas imediações do estádio do Maracanã, mas nenhum na saída da estação.
Sinalização
A sinalização de trânsito para orientar os turistas já foi instalada em algumas das vias que conduzem aos aeroportos e ao Maracanã: as placas de fundo branco foram desenhadas para se diferenciarem das tradicionais verdes com letras brancas. A equipe do DIA constatou, contudo, que, para quem não conhece a cidade, pode ser difícil encontrar a sede do Botafogo, um dos pontos de troca de ingressos. 
A estação está ganhando passarelas e uma nova cobertura. O ritmo de trabalho tem sido intenso para tudo ficar pronto
Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia
Na saída do Túnel Novo, sentido Copacabana, a sinalização indica corretamente o caminho para chegar ao local, com retorno pelas ruas Prado Júnior, Nossa Senhora de Copacabana e Princesa Isabel. Mas, justamente no trecho mais próximo ao clube, na Av. Lauro Sodré, não havia, até sexta, qualquer sinalização. Alertada pela reportagem, a CET-Rio prometeu reparar o erro. 
Na entrada e na saída do Aeroporto Internacional Tom Jobim, os visitantes encontram os avisos de rotas instalados pela Riotur. Por outro lado, ainda se deparam com reparos incompletos, como a esteira rolante que liga os terminais. Em nota, a Infraero afirmou que, no Galeão, existem seis esteiras entre os terminais 1 e 2. Duas estão funcionando e três passam por manutenção, devendo voltar a funcionar antes da Copa.
Além disso, por volta das 17h de sexta, um vazamento no teto deixou o piso em parte do Terminal 1 completamente molhado. No Santos Dumont, a parte interna estava toda pronta e renovada, mas a calçada em frente ao desembarque tinha ainda uma rampa em obras, protegida porpedaços de madeira, cones e uma faixa de isolamento.
O Aeroporto Internacional Tom Jobim recebe melhoramentos para a chegada de turistas para o Mundial da Fifa
Foto:  Paulo Araújo / Agência O Dia
Turistas: só alegria
Apesar de alguns percalços, filas e engarrafamentos, os turistas que já começaram a chegar ao Rio parecem não se abalar. Eles dizem que estão curtindo a experiência na cidade. O inglês Mark Skeens, de 24 anos, é um deles. Depois de um dia de viagem, ele desembarcou no Galeão e enfrentou quase três horas de engarrafamento no ônibus para o Santos Dumont.
Depois, encarou uma hora de fila para pegar um táxi e para o hostel onde ficará hospedado nos próximos dias. Apesar da longa espera, Mark demonstrava paciência e bom humor.“É a minha primeira vez na América do Sul. O Brasil é um lugar perfeito para buscar diversão, conhecer garotas. Teve essa demora. Mas faz parte de uma viagem como essa. Vai ser divertido”, sorriu Mark, prevendo mais filas em aeroportos, já que viajará para outras cidades para assistir a cinco jogos do Mundial.
O inglês Mark Skeens (segundo na fila) estava empolgado em chegar ao Brasil apesar de enfrentar uma fila de uma hora parapegar um táxi no Santos Dumont
Foto:  Fernando Souza / Agência O Dia
No fim da tarde de sexta-feira, turistas que chegaram antecipadamente para o Mundial aproveitaram para conhecer o cartão-postal mais famoso da cidade. Eles elogiaram o serviço prestado no Corcovado. “Não tenho do que reclamar. Não peguei fila para comprar o ingresso, os atendentes foram simpáticos e havia gente falando a minha língua”, disse o também inglês Will Miwtt, de 20 anos. 
Mesmo com o céu encoberto, o argentino Pablo Rodríguez elogiou a paisagem no Cristo. “Estou encantado, era um sonho antigo vir aqui. Achei bem organizado e não tenho nenhuma crítica a fazer”, contou. A atendente de uma das lojas dava a dica de que, à tarde, as filas são menores.